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Too Match. De la A a la Z: un abecedario de fracasos amorosos
Too match é uma ode ao desamor em forma de livro. Um diário de encontros falhados. Um First dates que acaba sempre mal. Uma série de relatos para grinch do amor. Uma versão madrilena de Sexo em Nova Iorque, mas com menos glamour (e menos sexo).
Too match é também um retrato geracional, uma história de amor e luto nos tempos do Tinder, e talvez (só talvez) possa ser uma desculpa para continuar a usar a app.
A minha ex-namorada escolheu a manhã de seis de janeiro, dia de Reis, para terminar comigo. No dia seguinte fiquei sem colega de casa, chegou a Filomena e entrei no Tinder (porque, já que era para bater no fundo, mais vale fazê-lo bem).
Com bolo-rei ou sem ele, uma separação nunca é prato para se saborear. Perguntem à Tamara Falcó, que para não ter de superar acabou por voltar (amiga, quem é que nunca foi a Tamara?).
No meu caso, tenho de reconhecer que foi um prato particularmente indigesto, mas também percebi que, de certa forma, tinha a sua graça (de certa forma, tudo tem a sua graça). Isso, e que só ao bater no fundo é que se consegue decifrar aquela máxima de Rajoy (quanto pior, melhor para todos). I feel you, Mariano.
Too Match é o resultado daquela manhã de janeiro e de tudo o que veio depois. Não posso dizer que tenha sido melhor (nem pior), mas é a melhor forma que encontrei para sobreviver a incontáveis desilusões amorosas e tornar-me, se não na heroína desta história, como disse Nora Ephron, pelo menos na protagonista do meu romance, como diria Romeo Santos.