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Lo que queremos es que nos deseen
Uma viagem pelas novas vozes gay/queer argentinas
O primeiro relato argentino com temática homossexual, publicado em 1959 por Carlos Correas, intitula-se La narración de la historia e foi censurado por ser considerado obsceno. Desde então, muitos escritores continuaram a narrar a história dos homens que amam e desejam outros homens, apesar dos silêncios (auto)impostos.
A presente antologia reúne vinte e quatro contos breves ―um por cada ano do século XXI até agora― com o objetivo de oferecer um panorama amplo e diverso da literatura argentina gay/queer contemporânea. Múltiplas vozes, tanto consagradas como pouco conhecidas, recolhem e levam a diferentes terrenos a mítica proclama de Néstor Perlongher: «Lo que queremos es que nos deseen».
Mas não se trata apenas de desejo sexual, mas também do anseio de contar(nos), de seduzir com a palavra, de descobrir outras possibilidades de vida graças ao poder da linguagem. Narrar (e ler) as nossas histórias continua a ser uma forma de resistência e de combate.
«No queremos que nos toleren ni que nos comprendan: lo que queremos es que nos deseen».
Néstor Perlongher