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Las olas
Quando Virginia Woolf publicou Las olas, tinha quarenta e nove anos. Partindo desta fase de maturidade e experiência, a prosa de Virginia Woolf recorre ao monólogo interior para nos mergulhar na vida de seis personagens, desde a infância até à velhice. Mais do que um romance, o leitor encontra-se perante uma trama de formas, sensações, cores e sons que seguem o ritmo e o compasso das ondas: sempre iguais, sempre diferentes, omnipresentes. O texto de Woolf flui, tal como essas ondas, de forma fugaz, eterna, e transforma este romance numa obra fundamental para compreender a literatura do século XX.
Virginia Woolf (1882 - 1941) foi uma das figuras centrais do modernismo literário do século XX. Filha do crítico e historiador Leslie Stephen, cresceu num ambiente profundamente intelectual que marcou a sua formação desde muito jovem. Rapidamente tornou-se uma das vozes mais influentes do chamado Grupo de Bloomsbury, um círculo decisivo na renovação cultural britânica, onde desenvolveu o seu interesse pelo feminismo, a experimentação estética e novas formas de narrar a experiência interior.
Durante a década de 1920 fundou, juntamente com Leonard Woolf, a editora Hogarth Press, através da qual promoveu tanto a sua própria obra como a de autores chave do seu tempo. Romances como La señora Dalloway e Al faro transformaram a narrativa contemporânea pela sua exploração da consciência e do tempo subjetivo. Em 1941, após vários episódios depressivos agravados pelo contexto da Segunda Guerra Mundial no Reino Unido, tirou a própria vida. A sua obra continua a ser uma referência imprescindível da literatura moderna.