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Era todo el mismo hueco
Random House
Depois do sucesso de Un corazón demasiado grande, regressa Eider Rodríguez com um novo livro de contos.
«Uma forma de entender a literatura fora da norma».
Pol Guasch
Um casal de longa data enfrenta a verdade no meio de um verão quente; duas amigas que parecem uma só pessoa, mas para quem o mar não significa o mesmo; um almoço de entranhas onde se decidirá quem faz melhor as coisas; uma mulher que cava com as próprias mãos à procura de mais espaço; uma turista com o tornozelo partido que já não pode andar com a sua família; a última manhã de um casal que ainda se ama.
As personagens destes seis contos habitam um território incerto entre o amor e o desamor, a vida e a morte, a plenitude e um bem-estar apenas suficiente, a fragilidade e o destino. À sua volta surgem cavidades, grutas e abismos, por vezes imaginários e outras muito reais: fendas profundas na terra ou na carne. Através desses buracos, Eider Rodríguez espreita com precisão e lucidez o que decorre sob a superfície desgastada dos afetos, desde as pequenas assimetrias que racham as relações até à perda da felicidade, iluminando com a sua prosa sóbria e afiada as emoções incómodas com que convivemos todos os dias.